A reinvenção do cinema por Alfred Hitchcock

A reinvenção do cinema por Alfred Hitchcock

Alfred Hitchcock fez história no mundo do cinema, sendo eternizado como um dos maiores diretores de todos os tempos. Suas produções refinaram a linguagem cinematográfica dos pontos de vista técnico e narrativo. O mestre do suspense, como também era conhecido, demonstrava sua genialidade nas diferentes formas como contava a mesma história. 

Hitchcock explorava ângulos, takes e enquadramentos inusitados, dramáticos e intensos, que faziam toda a diferença na maneira que o público recebia o clima da cena. Confira a seguir alguns dos truques utilizados por Alfred Hitchcock em diversos seus filmes mais populares como Psicose, Os Pássaros, Topázio, Janela Indiscreta e Um Corpo que Cai.

 

O telespectador na “visão” do personagem

A técnica é usada diversas vezes pelo diretor, inclusive em Psicose (1960), para fazer com o que o público se sinta mais imerso na trama. O personagem é filmado de frente e acompanhado pela câmera, que logo depois mostra para o telespectador a imagem que o personagem está vendo daquele mesmo ângulo. 

 

Pontos de vista específicos

Em Janela Indiscreta (1954), o diretor escolhe a dedo quais objetos, janelas e close-ups serão vistos pelo telespectador pelos olhos do personagem. O filme todo se passa dentro de um apartamento, no qual o personagem consegue espiar os vizinhos. As escolhas de ângulos e pontos de vista de Hitchcock constroem toda a tensão e clima da trama.

Assista uma das cenas de Janela Indiscreta aqui

 

Close e perfil

Em Um Corpo que Cai (1958), o diretor apresenta a personagem Madeleine com um close, criando um sentimento de intimidade dos telespectadores. Em diversos outros momentos, a personagem aparece somente de perfil, uma escolha calculada para criar o clima de mistério e a impressão de que partes daquela história não estão sendo contadas.

 

Ângulos altos, panorama e zoom

A escolha desses três olhares também é usada para criar a atmosfera de tensão dos suspenses de Hitchcock. A intenção é criar a impressão de que qualquer coisa pode acontecer em algum momento, e essa ação pode vir de diversos lados. 

Na cena de Jovem e Inocente (1937) os personagens estão à procura de um outro que possui uma característica específica. A cena é apresentada em panorama, como se o próprio telespectador estivesse procurando a pessoa. O zoom lento traz todo o drama e a dúvida de se aquele homem é realmente a pessoa que eles estavam procurando.

 

Assista a essa cena aqui.

 

SoftCine

https://softcine.com.br/

    Saiba mais sobre produção de filmes e vídeos no blog da Softcine

  • Ou veja todos os posts na página inicial de nosso blog!